sexta-feira, 25 de maio de 2007

Abra e feche as portas, Mariquinha!!!

Hoje resolvi resgatar um poema que escrevi tem uns 2 anos, poeminha simples, mas que é válido para refletirmos sobre o constante Abrir e fechar de portas que vivenciamos todos os dias. Alguns de nós temos mais facilidade em virar páginas (não deletá-las, aprender com o vivenciado, ter raízes flexíveis no que passou, mas asas para seguir adiante!), outros menos...

Na minha opinião, abrir e fechar portas requer prática... Algumas pessoas são mais audaciosas, temem menos o risco da abertura de novas portas, são mais desprendidas, conseguem fechar portas com menor sofrimento. Por outro lado, existem aqueles mais contidos, apegados ao que passou, e muito por isso, vivenciam processos mais demorados, onde sentimentos e emoções são digeridos a passos de formiguinha...



Bem, independente do tempo que se leve, as portas não devem ficar entreabertas, devem ser fechadas, para que novas portas sejam adrentadas com a inteireza e a intensidade merecidas, para que sejam aproveitadas o mais completamente possível.


A vida consiste em um permanente abrir e fechar de portas
Para uns com mais freqüência, para outros com menos
Uns com menos dificuldade, outros com mais
Mas a evolução depende de deixar portas do passado pra trás e seguir em frente

Enquanto uma porta antiga não é fechada, lacrada
A ferida continua aberta, exposta, sangrando...
É injusto sim, mas ao mesmo tempo natural do ser humano, esse apego louco ao passado
Mas, em fechar as portas que não trazem mais felicidade está o maior achado

Abrir uma ou várias novas portas
Depende de cada um
Às vezes requer coragem...
Mas, mais que isso, exige desapego daquilo que passou...
Não ! O passado não deve ser esquecido!
Mas dele devem ser retiradas as experiências, as lições, o aprendizado...
E lá, lá no passado, é o lugar em que deve estar...

E as novas portas, aonde elas levam, aonde chegar?
Para saber, não é muito simples
Exige disposição, ânimo, vontade de caminhar...
Para saber mesmo, há que entrar, arriscar, o novo vivenciar...
O caminho se faz, se constrói durante o seu trilhar!!!
É ... Ninguém disse que é fácil, mas ...
Cabe a cada um de nós recomeçar, e ver cada novo recomeço como uma chance de trilhar um novo caminho, Oxalá muito promissor!!!


Arrisque, ouse, inicialmente por pequenos passos, por portas mais 'conhecidas', para, dia após dia, ir além, estejam atentos também às portas que devem ser fechadas e às portas que clamam por serem abertas. E não tema fechar / abrir portas mais distantes, resistentes, batalhe por passar de uma porta a outras! Lute, faça por merecer!




Como não pode deixar de ser, música, para entrar muito bem no final de semana. O Sol, que é do Tianastácia, e que ganhou o Brasil com o Jota Quest. De Minas, para o mundo!!!

O Sol

Jota Quest
Composição: Antônio Júlio Nastácia

Ei dor

Eu não te escuto mais

Você não me leva a nada

Ei medo

Eu não te escuto mais

Você não me leva a nada

E se quiser saber pra onde eu vou

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou

E se quiser saber pra onde eu vou

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou

CARPE DIEM! Que possamos lidar cada vez melhor com nossos fechar e abrir das portas! Excelente fim de semana a todos e todas!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Fast food ou banquete?!

Oi pessoas!!! Dia!!!

Bão, tá aí uma característica minha, que me traz os resultados de modo bem amplificado, pro bem e pro mal... Resolvi trazer pra um diálogo com vocês, pra saber se estou sozinha, nadando contra a corrente... Resumindo, pra saber se sou boba mesmo!!! rs

Me assusta um pouco (pouco não, na verdade bastante) o tanto que as relações entre as pessoas são superficiais... As 'amizades', os amores, os relacionamentos, de modo geral, pecam por uma 'profunda' falta de interesse, de envolvimento... As pessoas se dizem amigas, quando na verdade são meras conhecidas, tão desconhecidas... Se você perguntar uma música preferida, o nome de um dos pais da pessoa, que tipo de livros essa pessoa gosta, de onde ela veio, pra onde vai, provavelmente a resposta será o silêncio, ou um 'não sei', como se fosse a coisa mais natural do mundo! E o pior é que é!

Só que eu não consigo ser assim... Me interesso pelas pessoas, pela vida! E por ser tão diferente do normal, tenho a impressão de que as pessoas me consideram invasiva, por vezes... Não consigo me contentar com a ponta do iceberg, quando as pessoas têm tão mais por ser conhecido, explorado, admirado ou não, mas enfim, conhecer o conteúdo mesmo, a fundo, e não apenas as embalagens! Sou intensa demais, não sei ser metade, ou nem isso, e por isso por vezes me sinto em uma freqüência bem distinta dos demais!

E então, o que vocês preferem, afinal? Essas relações mais fast food, lights, em que a quantidade geralmente prevalece sobre a qualidade, ou um banquete, daqueles que podem tanto saciar quanto render uma baita indigestão? Qual a opinião de vocês sobre isso? Como diriam meus amigos psicólogos quando querem 'tirar onda': falem mais sobre isso!!! rs

CARPE DIEM! E é isso! Que possamos viver os dias, os momentos, os relacionamentos, de modo mais intenso, e de preferência, com bastante aprendizado, muitaaaaaaaaaaaa alegria e reciprocidade!



segunda-feira, 21 de maio de 2007

Respeitar as diferenças faz A diferença!!!


Hoje me peguei em uma conversa com mamãe, durante nossa caminhada diária, sobre opção sexual, e resolvi trazer o assunto para cá. Esse não é lá dos tópicos mais tranquilos de se conversar na minha família, principalmente a materna, oriunda de uma cidadezinha do interior de Minas, Bom Despacho.
Meu negócio é homem, daqueles com agá dos bem maiúsculos mesmo, inteligentes, carinhosos... mas trazer assuntos polêmicos à tona é uma oportunidade de torná-los mais corriqueiros, uma posssibilidade de abrir mentes, buscar outras opiniões, pontos de vista... Dialogar é [quase] sempre enriquecedor! =)

Fato é que Tammy, filha da Gretchen (para os que não conhecem, famosésima por sua poupança rebolativa, notadamente dos programas de calouros da década de 1980), reforçou mais uma vez sua homosexualidade, assumida publicamente ano passado, não sei bem ao certo, posando para uma revista em poses para lá de sensuais com sua atual namorada, uma mulher belíssima, mãe de dois filhos.... Tudo isso não vem bem ao caso, mas mamãe comentou que isso foi assunto na casa de minha avó ontem... E mamãe meio que estava recriminando o fato delas terem posado para a tal revista..

Lógico que eu critiquei essa postura de mamãe achar que o mais 'sensato' seria que Tammy e sua namorada, assim como tantos(as) outros(as) viverem suas vidas longe dos holofotes... Como se realmente fosse algo do que se envergonhar, motivo para que as pessoas se escondam... E além de ver com respeito e admiração a atitude de Tammy, porque, querendo ou não, é ir para a vitrine para tomar pedrada, vejo como uma oportunidade para que as pessoas possam evoluir, ou, pelo menos, debater um assunto que não iria para a maior parte das mesas de almoço, café da tarde, jantar, senão por sua exposição na mídia... Fato que ainda é um assunto um tanto quanto indigesto para muitas pessoas, e em uma sociedade onde o preconceito existe, mas é dificilmente assumido, está por aí, velado, escondidinho, torna-se escasso o debate, o diálogo, e por conseguinte, senão a aceitação, ao menos o respeito à liberdade de escolha de cada um.
Bão, joguei minhas idéias meio que ao vento, espero que sirva ao menos para que alguém reflita... [eu estou em constante reflexão, porque acredito que só assim podemos caminhar rumo a horizontes mais amplos]... Fico imaginando, em uma sociedade onde impera o preconceito velado como a nossa, se fosse questão de escolha, se as pessoas não optariam pelo heterossexualismo via de regra... Muito mais simples, não seria?


Estamos aí, qualquer coisa é só chegar, puxar uma cadeira, e começar a prosear!

Para não perder o hábito, uma música, dos Engenheiros, que não aborda diretamente a questão, mas que fala sobre as diferenças... E não são essas diferenças que fazem A diferença?!? =P


Ninguém = Ninguém

Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger
Há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há tanta gente pelas ruas
há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
(ninguém = ninguém)

Me espanta que tanta gente sinta(se é que sente)
a mesma indiferença
há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há palavras que nunca são ditas
há muitas vozes repetindo a mesma frase:
(ninguém = ninguém)

Me espanta que tanta gente minta(descaradamente)
a mesma mentira
todos iguais, todos iguais
mas uns mais iguais que os outros

Há pouca água e muita sede
uma represa, um apartheid
(a vida seca, os olhos úmidos)
entre duas pessoas
entre quatro paredes
tudo fica claro
ninguém fica indiferente
(ninguém = ninguém)

Me assusta que justamente agora
todo mundo (tanta gente)
tenha ido embora

Todos iguais, todos iguais
mas uns mais iguais que os outros!

CARPE DIEM! Ótima semana a todos e todas! Procurem ler mais, ver menos TV, estar com as pessoas de quem gosta! Valorizem cada momento, cada amigo(a)!








terça-feira, 8 de maio de 2007

Reconquiste!!! Todos os dias, hein?!

Buenos dias!!!


Acordei com a idéia do filme 50 first dates (Como se fosse a primeira vez), martelando em minha cabeça... Para quem não assistiu, é uma comédia romântica provavelmente classificada pelos críticos como 'água com açúcar', mas pra sentimentalóide que vos fala trouxe lágrimas mil à tona (rs...), além de propiciar momentos de reflexão bem bacanas! Ah, antes que eu me esqueça, a trilha sonora do filme é de primeiríssima!



Neste filme, Henry (Adam Sandler) se apaixona por Lucy (Drew Barrymore), cuja memória do vivenciado ao longo do dia não é retida após a noite de sono... Então, ele precisa reconquistá-la a cada dia, para estar sempre ao seu lado... Lógico, no filme tudo isso é bem caricaturado, né? Afinal, Hollywood, business, emoções, money... rs


Mas, guardadas as devidas proporções, porque não transpor as lições para nossa vida cotidiana???


Vamos lá!!!


Por que não reconquistar as pessoas a que amamos a cada dia?! E a nós mesmos?! Além de reavivarmos as razões pelas quais nos são tão preciosos, importantes, é um exercício que possibilita corrigir os problemas assim que 'fazem que vão aparecer', atacar as suas raízes mesmo! Bão, correndo o risco de soar meio utópica d+, acredito que é natural, quando amamos, seja nossos pais, amigos, um(a) companheiro(a), cachorrinho, papagaio, profissão, clube de futebol, demonstrarmos esse amor... Cada um a seu modo, claro, uns mais reticente, outros de forma mais exclamativa... Ah, mas é essa diversidade tempero e destempero da vida, né? rs


É lógico em que há dias em que nada parece funcionar (ah, vida real... rs), mas para não funcionar para você e todo mundo que está à sua volta, as nuvenzinhas negras teriam de estar organizando um complô contra você, e ainda por cima, estarem de plantão... E, convenhamos, definitivamente você não merece isso, não é mesmo?!? rs... Logo, haverá dias em que talvez você não seja o melhor 'Don Juan de Marco', mas, só de estar receptivo(a) a ser reconquistado pelos que te amam, por sua profissão, já será de enorme valia... Quer coisa pior do que gente emburrada, de cara amarrada, mau humor então, nem se fale, né? A tendência quando as pessoas estão assim é afastar possíveis conquistadores / reconquistadores, aí fica complicado melhorar, não é mesmo?

Então, coloque um sorrisão nessa sua cara, e aceite este desafio! Reconquiste a si mesmo(a), às pessoas a quem você ama a cada dia, a cada 'bom dia', isso fará muito bem não apenas a elas, mas principalmente a você!!! Quer coisa melhor do que você ser um(a) dos(as) responsáveis por um sorriso que seja, só pra começar?! Até onde você consegue chegar? Ponha esses cinco sentidos pra trabalhar, uai!!!

Pra não perder o costume, música pro post, né? Mais uma do Engenheiros (rs...), que traz à tona a questão de sermos intensos, inteiros, na veia! Pela metade, de preferência, só os preços! rs [pros que não me conhecem muito, essa piadinha foi uma tentativa 'frustrada' de ser engraçada! rs]


Na Veia

Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger
Se você perguntar por mim
Vão dizer que eu ando muito estranho
Vão dizer que eu ando por aí
Quando você perguntar por mim

Se você perguntar por mim
Vão dizer as coisas mais estranhas
Nenhuma resposta vai satisfazer
Quando você perguntar por mim!

Vem! Ver com os próprios olhos!
Vem! Ver a vida como ela é

Se você está mesmo a fim
De saber por onde eu ando
De saber por quê eu ando assim
É melhor nem perguntar por mim!

Vem! Ver com os próprios olhos!
Vem! Ver a vida como ela é

Sem filtro, na veia
Sem filtro, na veia!

Vem! Ver com os próprios olhos!
Vem! Ver a vida como ela é


No mais, ótima semana pra todos (semana de dia das mamães), e CARPE DIEM!!! Ah, e vez em sempre, desliguem as TVs, e procurem ler + livros! Falta de grana nem é + desculpa, usem o Google e encontrem e-books mil, de livros de auto-ajuda a Shakespeare!!!


quarta-feira, 2 de maio de 2007

Ser feliz...

Hoje resolvi falar sobre a felicidade e, para começar, busco ajuda em Saint Exupéry (para os que não sabem , autor de uma obra-prima, O pequeno príncipe)...



"Se queres compreender a palavra 'felicidade', indispensável se torna entendê-la como recompensa e não como fim."

Isso direciona nossa reflexão... Pessoalmente, não consigo visualizar a felicidade como um ponto de chegada, e sim como o caminhar para chegar a este momento culminante e, quem sabe, fulminante! Os que consideram os pontos de chegada como fontes exclusivas de sua felicidade estão sujeitos a riscos múltiplos, dentre os quais, condicioná-la ao alcance daquele determinado objetivo... Tudo bem, por um lado é desafiador, instigante, mas e por outro? E todo o aprendizado, os erros e acertos ao longo do caminho? Segundo plano? Não!!!

Acredito realmente que, a felicidade é um aprendizado, e que devemos buscar extrai-la dos mais simples momentos, gestos, passos... afinal, é muito mais fácil corrigir um passo e identificar o que e como deve ser corrigido do que, ao final de toda uma jornada, encontrar as falhas e acertos... Para que se contentar com o resultado líquido do caminhar, com uma média, que encobre a unicidade de cada situação, de cada gesto, de cada pessoa?!?

A vida já vem sendo matematizada demais para que incorporemos também essa ciência aos nossos relacionamentos, às nossas vidas!!! Viva em plenitude cada momento, seja inteiro, intenso, arrisque mais (não se detenha diante dos NÃOs que a vida por ventura venha a lhe propor... de repente estarão aí belas oportunidades para que você levante mais forte, pronto para driblar ou reverter futuros NÃOs... )

Extrair a felicidade de pequenas coisas, momentos e gestos simples, requer aprender a olhar e sentir muitas vezes como a criança adormecida dentro de nós... Ela está aí, desperte-a, para que um dia ensolarado, uma bela noite de luar, uma gostosa sobremesa, um e-mail de um amigo, a presença das pessoas amadas, possam ter sua carga positiva potencializada, e muito!!! Se aprendermos a valorizar mais cada passo, cada pessoa em nossas vidas, com certeza estaremos em um caminhar mais leve, mais bonito, e atrairemos pessoas assim para caminharem a nosso lado!!!

Como falamos no resgate das crianças que há em nós, uma musiquinha sobre felicidade da minha infância (e talvez, de mais alguns... se é que alguém chegará a ler esse blog algum dia... rs):




Dona Felicidade
Trem da Alegria


Composição: Michael Sullivan / Paulo Massadas
Lua lá no céu
Queijo, pão de mel
Na ponta do pincel
Mostra no papel aonde encontrar
A tal da dona felicidade

Perguntei pro céu
Perguntei pro mar
Pro mágico chinês
Mas parece ninguem sabe
Aonde a felicidade
Resolveu de vez morar

Até que um anjo me disse
Que ela existe
E é tão fácil encontrar
Bem lá no fundo do peito
O amor é feito
É só você se entregar

E você vai ser muito feliz
É só na vida acreditar
E você vai ser muito feliz
É só na vida acreditar

Lua lá no céu...

Lálálálálálálálálá
Lálálálálálálálálá...



Bom 'por hoje é só pessoal!'... Um ótimo dia a todos e a todas!!! CARPE DIEM!!!